Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



chris-cornell.jpg

A morte de Chris Cornell afectou-me. Mais do que eu esperava, embora não a esperasse tão depressa. Chris Cornell era vocalista de uma banda que marcou a minha adolescência, os Soundgarden e de outra, anos mais tarde, com os membros que restavam dos Rage Against the Machine, com os quais formou os Audioslave. Teve, ainda, vários álbuns a solo e um enquanto membro dos Temple of the Dog, com membros dos Pearl Jam. O talento de Cornell era inegável. A sua voz era única e as suas músicas irão para sempre povoar as minhas memórias e, provavelmente, momentos que ainda estão para vir. Porque há bandas, músicos e canções que nunca morrem e que resistem ao teste dos tempos.

 

Mas não é do talento dele que quero falar. A morte dele chocou-me por ser inesperada e, mais tarde, por saber que se suicidou. Para mim, a morte de Cornell é a morte de um amigo com o qual me relacionava através da música, com o qual passei momentos marcantes, que me compreendia tão bem, tal como eu a ele, e que não sobreviveu a uma doença tão cruel da qual sofro também. É um amigo que, a dado momento, se sentiu perdido, sozinho e num desespero tal que achou que a morte seria a sua única solução. E confesso que a morte dele, tal como todas as mortes por suicídio, me fazem questionar, "podia ser eu". Porque podia. Não sou mais forte nem mais fraca do que ninguém. Tenho uma doença mental e sei que estou mais vulnerável a este tipo de coisas. Apesar de estar a passar uma fase boa da minha vida, a ansiedade está lá sempre. Sempre. Mas quem tem ansiedade e consegue "funcionar bem" em sociedade acaba por saber como a pode esconder para que ninguém note. Somos mestres nisso e, por isso mesmo, muitas vezes se ouve "mas parecia uma pessoa tão composta, estava tudo tão bem...". E a depressão anda lá perto, à espera do momento certo para esgravatar as feridas que já estão saradas, e que deixaram cicatrizes. E que nunca nos deixam esquecer.

 

Enquanto se continuar a sofrer em silêncio por causa de pensamentos que não queremos ter, mas que também não controlamos, continuará a haver mortes. Enquanto não se perceber, de uma vez por todas, que a depressão e a ansiedade são DOENÇAS, não se vai chegar longe e as pessoas vão continuar a sentir vergonha, culpa, medo de serem julgadas por algo que não controlam. Enquanto não se perceber que estas pessoas não vêm e não sentem a realidade da mesma forma que a maioria, continuará a haver exclusão. Enquanto a sociedade não deixar de ver a doença mental como tabu, o estigma irá persistir para quem sofre, como se os culpados fossemos nós. Enquanto houver pessoas que acham que a depressão é, como ouvi há dias, "calanzisse aguda", e que a ansiedade é "falta do que fazer", não crescemos e não evoluímos como ser humanos. Não nos tornamos melhores. Só mais desligados dos outros e das emoções.

 

Todos conhecemos alguém que sofre de depressão ou ansiedade, não tenho dúvidas nenhumas. Garanto-vos que por detrás de um sorriso, de uma vida social cheia, de um trabalho de sucesso, de uma tarde passada a contar anedotas, de uma saída para dançar num sábado à noite, pode estar uma pessoa que sofre de ansiedade e depressão.

 

Chris Cornell será sempre um amigo meu que perdeu a batalha para uma doença silenciosa, mas que grita dentro de nós até sentirmos vontade de nos virar do avesso para calar aquele grito. Celebrarei sempre a sua música, a sua voz, a sua poesia e as memórias que me deram. Porque Chris Cornell torna-se imortal também e é assim que continuará a viver, para mim. 

 

 

"Close your eyes and bow your head
I need a little sympathy
Cause fear is strong and love's for everyone
Who isn't me
So kill your health and kill yourself
And kill everything you love
And if you live you can fall to pieces
And suffer with my ghost
Just a burden in my hand
Just an anchor on my heart
Just a tumor in my head
And I'm in the dark"

Autoria e outros dados (tags, etc)

Queen

por Diana M., em 10.04.17

O que se ouve a seguir à Bohemian Rhapsody, dos Queen?

Nada.

Não há nenhuma música que consiga ser melhor do que aquela.

Por isso, não ouço nada.

 

Freddie.png

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Depois de uma semana de trabalho...

por Diana M., em 08.04.17

blog.jpg

(foto de minha autoria)

 

E eis que se passou a primeira semana de trabalho. Conclusões?

 

  • Recomeçar a ir a pé para a faculdade, de manhã (é aproveitar enquanto está bom tempo!)
  • Como vou mais cedo, vou a horas de ouvir o Rebenta a Bolha e as Baladas do Dr. Paixão, na Rádio Comercial. Adoro! Deixa-me sempre de bom humor.
  • Ir de comboio na hora de ponta, de manhã (à tarde já estava habituada, mas de manhã ia um pouco mais tarde). E voltei a lembrar-me de como odeio pessoas no comboio, de manhã. Principalmente aquelas que acham que eu sirvo de coluna de suporte.
  • Cansaço bom. Chego a casa cansada, mas chega a saber bem. Fico com a sensação de que fiz coisas, de que fui útil e tenho uma função. Não que não tivesse antes, mas enfim...
  • Tenho a cabeça mais arejada. Ter a cabeça focada em coisas mais práticas acaba por me ajudar a focar, mais tarde, em trabalhos que tenho de fazer para o doutoramento. E como não levo trabalho para casa, ajuda-me a aliviar a mente.
  • Chego às 22h e já estou a morrer de sono. Mudança de hábitos! Comecei a levantar-me duas horas mais cedo e, como consequência, acabo por me deitar duas horas mais cedo, também. O que é bom, eu até estava a precisar de outra rotina.

 

Sei que ainda só passou uma semana e estou a ambientar-me às minhas tarefas. Não ao local nem às pessoas, porque já os conheço e estou à vontade, mas sim às coisas que me dão para fazer. Noto que estou mais motivada, que ganhei novos objectivos e sinto-me melhor, no geral. A parte de levantar cedo não me agrada, mas isso nunca me agradaria nunca, porque eu detesto levantar-me cedo. No entanto, sabe bem fazer as coisas pela manhã e ir aqueles 20 minutos a pé para a faculdade a ouvir aquela gente doida da Rádio Comercial.

 

À noite é chegar a casa, tomar um banho para relaxar e, depois do jantar, ir para o youtube ver vídeos. É o que tenho conseguido fazer e tem-me sabido bem. Esta semana não li nada. Não levei, sequer, o American Gods na mala. Já sabia que não me ia apetecer ler e era mais peso que eu levava. E tem-me sabido bem, afinal também temos de respeitar aquilo que a nossa mente quer e não vale a pena forçarmo-nos a fazer algo que, por um motivo ou outro, não nos apetece fazer. Esta semana também foi de ajustamento, por isso acho que é normal. Vamos ver como isto corre, mas so far, so good!

Autoria e outros dados (tags, etc)

The Handmaid's Tale - Série

por Diana M., em 26.03.17

Isto vai acontecer já em Abril. Leiam este livro fabuloso da Margaret Atwood (em português A História de uma Serva) e depois ide ver a série. A minha opinião sobre o livro podem lê-la aqui. Estou em pulgas!

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Voltas e Reviravoltas

por Diana M., em 24.03.17

 

barnet.jpg

 (Woman and the Sea, de Will Barnet)

 

Ia escrever um post. Já ia quase a meio, mas acabei por apagá-lo. Ia escrever sobre a volta que a minha vida vai dar porque, finalmente, consegui uma oportunidade de estar a trabalhar no centro de investigação a que pertenço. Vou ganhar dinheiro, vou fazer coisas e, mais importante, vou ser financeiramente independente. Ia falar da precariedade no ambiente académico, ia falar daquilo que vejo todos os dias, mas achei que não era disso que eu queria falar.

 

Finalmente vou ser independente. Imaginam-se, aos 30 anos não serem independentes? Mesmo que trabalhem e vivam em casa dos pais, imaginam-se a pedir-lhes dinheiro para as coisas que precisam/querem fazer/comprar? Eu acho que ainda nem assimilei bem a situação. Tenho imensos planos acumulados estes anos todos, tenho coisas que preciso de fazer (comprar uns óculos novos porque estou mais pitosga, fazer um check-up, comprar um telemóvel porque ando com um emprestado desde que o meu foi tomar banho numa sanita, em novembro...), coisas que quero fazer sem me sentir limitada ao orçamento (já muito esticadinho) familiar. Vai ser uma liberdade tão grande que eu nem sequer tou a ver bem. Para algumas pessoas posso estar a fazer um grande alarido por algo tão banal e tão corriqueiro. Mas para mim, é o início da minha liberdade e da minha independência. Não só financeira, mas afectiva e emocional. Quero ir almoçar/jantar com os meus amigos onde me apetecer. Quero ir ao cinema quantas vezes me apetecer. Quero oferecer prendas quando passar por uma loja e me lembrar de alguém. Quero apanhar o comboio e ir ao Porto. Quero comprar livros (oh, a desgraça!). Quero viajar. Quero ir a concertos. Quero ir ao cabeleireiro. Quero comprar maquilhagem. Quero pagar contas. Sim, quero pagar contas!! Quero sair de casa e ter o meu canto. Quero todas as possibilidades.

 

Este ano vai ser O ano. Tem de ser!

"Porque o que tem de ser, tem muita força..."

Autoria e outros dados (tags, etc)

Jackie, de Pablo Larraín

por Diana M., em 28.02.17

jackie.jpg

Filme: Jackie

Realizador: Pablo Larraín

Ano: 2016

 

Este Jackie relata-nos o dia e os dias posteriores ao assassinato do presidente John F. Kennedy pela perspectiva da sua mulher, Jacqueline Kennedy. O filme começa quando Jackie dá uma entrevista a um jornalista, na sua casa, algumas semanas depois da morte do marido e a ordem descrita dos acontecimentos segue a conversa entre ambos, não havendo uma narração dos acontecimentos por ordem cronológica. O retrato é muito mais emocional e psicológico e, por isso, a linha narrativa também se vai alterando consoante as memórias que Jackie vai revivendo.

 

Este é um retrato tão fiel quanto possível de Jackie e da sua vivência durante aqueles dias, do trauma de ter presenciado o assassinato do marido, da sua tristeza e da sua dor que, por vezes, tem de ser posta de lado para dar lugar a aspectos mais práticos e políticos - como é o caso do juramento de Lyndon Johnson no avião, no regresso de Dallas a Washington. Assistimos a esta perda monumental para Jackie, à preparação do funeral inspirado no funeral de Abraham Lincoln, ao controlo que ela consegue ter em público, mas também a momentos em que parece perdida e tão, mas tão sozinha. Foi o que mais senti, foi que ela era uma mulher sozinha a adaptar-se a esta nova situação: de viúva, de mãe que terá que educar os seus dois filhos sozinha, de ex-primeira dama dos Estados Unidos, de mulher num mundo governado por homens que tentaram impôr-se às suas vontades, mas também de alguém que luta para definir o legado do marido.

 

Eu adorei o filme. Eu gosto imenso de biopics, e gosto imenso da Natalie Portman, por isso já de si só estava com bastantes expectativas. Portman tem uma representação fantástica, perfeccionista, ao ponto de a própria actriz ter tido aulas para se conseguir aproximar ao máximo do sotaque e dos maneirismos de Jacquie, estudando entrevistas e vídeos que existem dela. Consta, ainda, que o filme foi praticamente feito com primeiros takes - um terço das cenas de Portman foram filmadas à primeira, e as restantes também não precisaram de muitos takes para ficarem no filme. Gostei imenso do retrato desta mulher que se manteve forte apesar de tudo, que mostra querer quebrar em alguns momentos, mas que consegue arranjar forma de se manter de pé. Mostra uma mulher com uma complexidade e intensidade emocional incrível perante um momento tão doloroso e inesperado como o que vive. O final é maravilhoso, há um crescendo emocional que nos leva lá, e as cenas, os diálogos, os actores, a banda sonora estão impecáveis. Não consigo mesmo apontar algo de que não tenha gostado. Fiquei com vontade de ler tudo sobre a Jacquie, mas isso sou eu que tenho a tendência para ficar um nadinha obcecada com personagens de quem gosto...

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Melancholia, de Lars Von Trier

por Diana M., em 25.02.17

melancholia-movie-poster.jpg

Filme: Melancholia

Realizador: Lars Von Trier

Ano: 2011

 

Andava para ver este filme praticamente desde que ele estreou e parece que ontem foi o dia! 

 

Melancholia conta-nos a história da relação entre duas irmãs, Justine e Claire, começando no dia do casamento de Justine e continuando nos dias a seguir. Ao mesmo tempo, acompanhamos a presença de um planeta, chamado Melancholia, que estava escondido atrás do sol e que se vai aproximando do planeta Terra. No entanto, para mim, a presença deste planeta é metafórica, simbolizando a presença de uma doença mental que se esconde e que, de repente, se revela, destabilizando a vida que conhecemos, ameaçando a nossa realidade. De facto, o realizador referiu que se inspirou num episódio depressivo que teve e, posteriormente, de ter conhecimento de que as pessoas depressivas permanecem mais calmas perante a possibilidade de um evento catastrófico.

 

Para mim, este filme fala-nos da depressão e da ansiedade, de como isso afecta quem sofre dessas doenças e quem lida com essas pessoas diariamente. É complicado, é difícil, ninguém sai ileso. Kirsten Dunst está irrepreensível a interpretar alguém com depressão, de como pode ser debilitante. Há cenas tão bem filmadas, a fotografia é belíssima, e a sensação de vazio, de distorção de tempo e de espaço tão bem passada para o espectador, a banda sonora encaixa que nem uma luva e as cenas iniciais, que a princípio parecem meio descabidas e sem sentido, vão-se encaixando e vão fazendo sentido na história que vai sendo contada.

 

É um filme pesado, em termos de carga emocional, não é um filme fácil e não irá apelar a toda a gente. Tem uma estética muito própria, mas eu adorei. Há várias referências artísticas (Breughel, Millais), literárias (Hamlet), musicais (Tristão e Isolda, de Wagner), e tudo isso adiciona profundidade à história, camadas que vão sendo descobertas pelo espectador. Eu adorei o filme. Penso que chega a ser catártico e quem já passou por estes momentos consegue relacionar-se melhor com as personagens e com a história. Gostei particularmente de Kirsten Dunst, das sequências iniciais do filme, da presença do planeta e do final do filme. Ficamos um bocado com a sensação de vazio, eu fiquei uns minutos a olhar para o ecrã sem saber o que fazer com aquilo que tinha acabado de ver, mas penso que essa foi a intenção do realizador, dada a temática que é explorada.

 

Em suma: primeiro filme visto este ano e muito bom, por sinal. Apesar de perceber que não irá apelar a toda a gente, recomendo vivamente, porque é um filme, no mínimo, visualmente belo.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Balanço 2016 - Livros

por Diana M., em 31.12.16

Ora bem, quem me conhece sabe que adoro ler e que vivo rodeada de livros. Apesar de o meu ritmo de leitura ter diminuído drasticamente ao longo deste ano, ler é coisa que nunca deixei de fazer. Esta última semana do ano não li praticamente nada porque estive doente e isso fez com que não conseguisse terminar o livro que estou a ler agora, o Royal Assassin da Robin Hobb. Para quem não sabe, eu tenho um blog sobre literatura, o Papéis e Letras, onde podem ir cuscar em maior detalhe as minhas opiniões sobre os livros que leio, entre outras coisas, mas vou fazer um apanhado do meu ano literário aqui também. 

 

Este ano li um total de 8 livros (muito, muito aquém da minha média, que ronda os 35-40), mas considero que foi um ano de bons livros. Não li um único livro de que não tenha gostado, li o que quis, quando quis, sem me martirizar se estava a ler muito ou pouco, rápido ou devagar. Gostava de ter lido mais livros, é verdade, mas a disponibilidade mental e de tempo nem sempre existe, e a leitura fica relegada para segundo plano. No entanto, também ganhei a noção que tenho de ser mais zelosa com o tempo que tenho em mãos. Dou por mim horas a vaguear no facebook e na net, horas que podiam ser passadas a ler, a ver filmes ou séries, e isso é algo que quero mudar durante o próximo ano. Mas aqui vai a lista dos livros que li este ano.

1 (5).jpg

Dune, de Frank Herbert (1965) - Comecei a ler este livro em Dezembro de 2015, tendo lido metade, e li o resto já durante o mês de Janeiro deste ano. Um clássico da ficção científica, fonte de inspiração para alguns filmes (nomeadamente a saga Star Wars), um verdadeiro calhamaço que conta a história do planeta Arrakis, também conhecido por Duna, um verdadeiro deserto, e de personagens tão memoráveis como Paul, Jessica e Leto Atreides. Gostei bastante deste livro e recomendo aos fãs de ficção científica. Está publicado em português pela Saída de Emergência.

 

The Invention of Wings, de Sue Monk Kidd (2014) - Um dos meus livros favoritos do ano que conta a história verídica de duas mulheres: Sarah Grimké, uma das primeiras mulheres a lutar pelos direitos das mulheres e pelo fim da escravatura nos Estados Unidos, durante o século XIX, e Hetty, uma menina escrava que é oferecida a Sarah quando ela faz onze anos. A história passa-se no sul profundo da América, conta-nos a história da sua amizade mas também das suas diferenças e distâncias. É um livro muito bonito e poderoso, com vários contrastes, que me marcou e que eu adorei. Está publicado cá pelas Edições Chá das Cinco, com o título A Invenção das Asas.

 

2 (2).jpg

Prince Caspian, de C. S. Lewis (1951) - Um clássico da fantasia, o segundo livro d'As Crónicas de Nárnia. Desta vez os irmãos Pevensie voltam a Nárnia, quando ela volta a precisar deles, e o livro acaba por nos levar nas suas novas aventuras naquela terra fantástica. Gostei do livro pela sua aura meio encantatória que apelará tanto aos mais novos como a adultos. É um livro que recomendaria, principalmente, a crianças que se estão a iniciar no mundo da leitura (mas comecem pelo primeiro da série). Este livro e os restantes da série estão em português pelas mãos da Editorial Presença.

 

Where'd You Go Bernadette, de Maria Semple (2012) - Este é um livro simples, contado de forma epistolar e, no fundo, é sobre relações familiares e o quão pouco às vezes sabemos sobre as pessoas que estão connosco todos os dias. É sobre a relação especial entre Bernadette, a mãe, e Bee, a filha. Gostei da história, do humor em alguns momentos e da personagem Bernadette. É um bom livro que entretém e que nos consegue abstrair do nosso dia-a-dia por uns momentos. Publicado por cá pela Editorial Teorema, com o título Até ao Fim do Mundo.

 

3 (1).jpg

 

The Way of Kings, de Brandon Sanderson (2011) - Sem sombra de dúvidas O livro do ano. Foi o maior, com mais de 1200 páginas, e o que mais tempo demorei a ler, praticamente 5 meses. Mas foi, também, o mais prazeroso, o mais imersivo, complexo e fascinante que li este ano. Dele já tinha lido a trilogia Mistborn (Nascida das Brumas, pela Saída de Emergência), e tinha adorado. Parti para este novo mundo da saga Stormlight Archives com a certeza de que seria algo grandioso. Não me enganei, é o meu livro favorito deste ano e já comprei o segundo para ler no próximo ano! Este livro ainda não se encontra publicado em Portugal.

 

Assassin's Apprentice, da Robin Hobb (1996) - Esta era uma autora que eu andava a querer ler já há imenso tempo e 2016 foi o ano. Este é o primeiro livro da trilogia Farseer, de que gostei bastante, principalmente pela escrita da autora e pela profundidade que dá às suas personagens, nomeadamente Fitz. Gostei muito, tanto que já este mês me pus a ler o segundo livro, Royal Assassin. Esta série de fantasia está publicada na íntegra pela Saída de Emergência, com o título A Saga do Assassino.

 

4 (1).jpg

 

Miss Peregrine's Home for Peculiar Children, de Ransom Riggs (2013) - Este livro atraiu-me principalmente pela premissa da história ser contada tanto através da escrita como através de fotografias. Achei um conceito muito interessante e parti para a sua leitura. Gostei do livro e das personagens peculiares, da aura fantástica da narrativa e do fim que deixa tudo em aberto para os livros posteriores. É um livro com um tom mais juvenil, mas ainda assim consegui desfrutar da sua leitura. Achei a relação com as fotografias muito bem conseguida e fico à espera do que vem a seguir. O livro está publicado pela Bertrand com o título O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares.

 

An Unattractive Vampire, de Jim McDoniel (2016) - Descobri este livro por acaso, quando andava à procura de outra coisa. Mas a premissa pareceu-me tão engraçada que decidi ler. Este livro conta-nos a história de um vampiro que acorda depois de um sono de 300 anos e descobre que a fama dos vampiros é completamente diferente daquela que era na sua época. Yulric, o vampiro, parte então numa missão para restaurar a fama original da sua espécie, algo que nos proporciona momentos verdadeiramente hilariantes, de choques e contrastes, mas também de reflexão sobre a nossa contemporaneidade e sobre a transformação e adaptação de certas personagens da literatura. Não se encontra publicado em Portugal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Balanço 2016 - Séries

por Diana M., em 30.12.16

Como prometido, aqui fica o segundo post de balanço deste ano, desta feita sobre séries de televisão.


Durante este ano vi várias séries, umas de uma ponta à outra, outras que continuei a ver e que ainda estão a ser transmitidas, novas séries que comecei e ainda não acabei... De todas elas destaco duas que foram, sem dúvida, as minhas favoritas: Stranger Things e Hannibal. Mas vamos lá por partes.

 

123.jpg

 

The Big Bang Theory - Esta é uma série que vou acompanhando quando preciso de alguma coisa que me faça rir e que me proporcione bons momentos de descontração. Parece que vou ver velhos amigos e é sempre uma fonte de conforto e entretenimento para mim. Continuo a adorar o Sheldon, a Penny e o Leonard, os restantes companheiros e as suas histórias. Vou, ainda, na oitava temporada.

 

Grey's Anatomy - Outra série que vou vendo, também um bocado no âmbito da anterior: reencontrar velhos amigos e as suas histórias. Vejo a Grey desde o início, tenho plena consciência que aquilo mais parece uma telenovela, mas olhem... Eu gosto! Ainda só vi quatro episódios desta última temporada, mas é para se ir vendo aos poucos.

 

American Horror Story - Este ano terminei a temporada "Hotel", que adorei, e vi a temporada "Roanoke". Esta série é uma das minhas favoritas e esta última temporada foi fantástica. A minha temporada favorita é a segunda, "Asylum", mas penso que esta é diferente de todas as outras por focar questões bastante actuais. Não vou dizer muito mais, que não quero spoilar ninguém, mas direi que foi a única temporada que me fez dar pulos na cadeira.

1234.jpg

 

Penny Dreadful - Comecei a ver esta série que se passa na Inglaterra vitoriana do século XIX e já vi duas temporadas, faltando-me somente a terceira. Esta é daquelas séries que me serve que nem uma luva: elementos de sobrenatural e terror, Londres, época vitoriana, literatura, o guarda-roupa da Vanessa Ives... Estou a gostar bastante e espero ter tempo para ver a última temporada no ano que se avizinha.

 

Hannibal - Esta foi a série das séries. Esta foi A série, para mim. Adorei tudo, tudo: as histórias, as personagens, os actores, o subtexto, a fotografia, os diálogos. Vi-a de uma ponta à outra, durante este ano, e tenho-a como uma das minhas séries favoritas de sempre.

 

Stranger Things - A grande surpresa deste ano e uma série extraordinária. É de ficção científica e suspense, mas que apela a todos aqueles clássicos do cinema dos anos 80. Adorei a história da Eleven, a prestação da Winona Ryder e dos miúdos, a banda sonora, as várias referências à cultura popular da época, e de toda a história que foi criada. Muito, muito bom. 

 

merlin.jpg

Merlin - Comecei a ver esta série já durante o mês de Dezembro. Lembro-me que ia vendo uns episódios quando a apanhava na televisão, mas não a seguia. No entanto, comecei a vê-la agora e já estou quase a terminar a primeira temporada. Estou a gostar bastante, principalmente de Merlin e de toda a magia e humor da série.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Balanço 2016 - Filmes

por Diana M., em 28.12.16

Pois que ainda estou viva!!

A verdade é que tempo é algo que cada vez tenho menos e, por isso, o blog tem andado abandonado. Mas, como estamos no final do ano, em jeito de balanço e para minha memória futura, vou deixar aqui alguns números, e não só, sobre 2016 quanto a livros, séries e filmes. Aqui fica o primeiro post deste balanço, sobre os filmes que vi durante este ano.

 

Este ano vi um total de 12 filmes. Julgava ter visto mais, sinceramente, mas pelos vistos foram só 12, que dá uma média de um por mês. Na sua maior parte foram filmes que estrearam este ano, mas incluí filmes que vi pela primeira vez também. Faltam aqui muitos filmes que queria ter visto, mas não vi, incluindo filmes que já estrearam noutros anos. Mas como o tempo não dá para tudo, fica a esperança de os conseguir ver durante o próximo ano.

Ficam, então, aqui os filmes que vi este ano:

 

1 (1).jpg

Predestination (2014) - Um filme de ficção científica sobre viagens no tempo e um detective que anda no encalço de um terrorista na esperança de o poder travar antes de ele efectuar um atentado. É claro que, num filme sobre viagens no tempo, nada é assim tão simples e nada é o que parece. Adorei o filme, é daqueles que chegamos ao fim e dizemos "o que raio acabei eu de ver?!"

 

Chappie (2015) - Um filme também de ficção científca com robôs e sobre a sua ligação com os humanos. Chappie é um robô adorável, com sentimentos e o filme joga, precisamente, com essa questão: serão os robôs capazes de ter consciência e de sentir?

 

Deadpool (2016) - Com o anti-herói da Marvel, Deadpool é um filme cheio de acção e super divertido, que explora e goza com todos os clichés dos super-heróis, com o fabuloso sentido de humor negro da personagem principal. A não perder!

2.jpg

The Martian (2015) - Depois de ter lido o livro, no ano passado, este ano vi, finalmente, o filme. Achei o Matt Damon perfeito no papel de Mark Watney e achei o filme super fiel ao livro. Mais um filme de ficção científica que lida com o fascínio que temos pelo espaço e por tentar criar um sistema que permita sustentar a vida humana em Marte.

 

Batman vs. Superman: Dawn of Justice (2016) - Eu adoro o Batman, é o meu herói favorito de sempre. A-DO-RO. Menos aqui. O meu Batman será, para sempre, o Christian Bale, e o Christopher Nolan fez três filmes fantásticos do Batman. Neste, parece que morre tudo um pouco e lembro-me de estar a penar no cinema, até, mais ou menos, aos 45 minutos finais, onde entra a Wonder Woman, que salva tudo e é fabulosa.

 

Maleficent (2014) - Neste filme conta-se a história de Maléfica, a "bruxa má" da Bela Adormecida. Vemos o seu percurso antes de se tornar numa das maiores vilãs da Disney, o porquê da sua transformação e o que advém dela. Também gostei bastante, porque se tenta justificar a malvadez da personagem, mostrando um outro lado que ninguém conhecia e que há sempre hipóteses de redenção.

3.jpg

Suicide Squad (2016) - Este filme é uma lufada de ar fresco no que toca aos filmes de super-heróis. Para salvar a humanidade de um mal maior, vão-se buscar os piores vilões de sempre, que não têm nada a perder... É uma premissa bastante interessante, que nos presenteia com momentos tão bons e personagens deliciosas como a Harley Quinn e o Deadshot, os meus preferidos. E vamos não falar da banda sonora...

 

Miss Peregrine's Home for Peculiar Children (2016) - Adaptação do livro com o mesmo nome pela parte de Tim Burton. Depois de ter lido o livro fui ver o filme. Gostei do filme, apesar de haver bastantes diferenças, principalmente no final que é completamente diferente do final do livro.

 

Macbeth (2015) - Esta trata-se de uma das minhas peças favoritas de Shakespeare e não tinha como eu não ver este filme, ainda por cima com Michael Fassbender e a Marillon Cotillard. Adorei o filme, achei que os dois estão perfeitos nos seus papéis, e adorei a aura agoirenta que permeia praticamente todas as cenas do filme. Aconselhado a quem gosta de Shakespeare.

4.jpg

Amy (2015) - Este é um documentário sobre a vida de Amy Winehouse, sobre tudo aquilo que fez dela o que ela era e que levou, de forma inevitável, à sua queda. É uma história triste e trágica, sobre alguém que precisava de ajuda que nunca teve. Um talento que se perdeu e uma vida que se extinguiu de uma forma estúpida, e um documentário que deixa, precisamente, esse sentimento.

 

Ex-Machina (2015) - Mais um filme de ficção científca sobre humanos e robôs, sobre a capacidade das máquinas igualarem os humanos não só na parte física, mas também na parte mental e emocional. Gostei bastante, põe questões muito interessantes sobre o homem e a tecnologia.

 

Star Wars: Rogue One (2016) - Visto ontem, umas horas antes da terrível notícia da morte da Carrie Fisher. Gostei muito deste filme, de mais uma história no universo de Star Wars, que antecede a trilogia original dos episódios IV, V e VI. E aquele final ganha toda outra dimensão, que deixa qualquer pessoa de coração apertado.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Leituras

A Ler


goodreads.com


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D