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Dramas de Primeiro Mundo

Dramas de Primeiro Mundo

19.Jun.13

O direito a estar sozinha

Diana M.
Porque é que as pessoas ficam tão zangadas e frustradas quando não nos apetece fazer a mesma coisa que elas?

Hoje, aqui a família decidiu ir passear para Belém. Eu adoro ir passear para Belém, principalmente se o passeio incluir os famosos pastéis. Mas, como os últimos dias têm sido meio caóticos, sempre com gente em casa, ou a ter que ir sair para ir ter com outras pessoas, queria ter um dia para mim, para me poder fechar no meu casulinho. Para recarregar baterias e poder estar comigo mesma, a fazer aquilo que me apetece ou a pôr em dia coisas que têm ficado para trás.

Quando disse que não queria ir passear para Belém com a famelga, foi quase o fim do mundo. Quase que me conseguiram fazer sentir culpada por me apetecer ficar em casa e não sair. Mas que raio? Qual é a dificuldade de aceitar a vontade das outras pessoas, mesmo que ela seja diferente da nossa, e deixá-las sossegadas no seu canto? Eu percebo que as pessoas nos convidem e fiquem um pouco chateadas quando dizemos que não, porque gostavam de ter a nossa companhia. Mas daí a fazer uma tempestade num copo de água e a ficarem de mau humor o dia todo, atirando-nos à cara o "não quiseste sair connosco...". Oh pel'amor de Deus!

Eu sou daquelas que precisa de estar sozinha, sem pessoas à volta, no silêncio, para fazer o que quer que seja que me apeteça. Ver televisão, pôr em dia as séries que tenho para ver, ler o meu livro, actualizar o blog, meditar... whatever. Eu preciso de estar sozinha. De recarregar baterias, de me centrar, de fazer coisas por mim e para mim, de pensar sem barulho de fundo, de sentir que tenho o meu espaço e o meu tempo. E só peço para que me larguem da mão por umas horas. É só isso. 

E não se chateiem tanto, que não vale a pena. Só vos vai criar azia, que é uma coisa bastante desconfortável...