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Jackie, de Pablo Larraín

por Diana M., em 28.02.17

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Filme: Jackie

Realizador: Pablo Larraín

Ano: 2016

 

Este Jackie relata-nos o dia e os dias posteriores ao assassinato do presidente John F. Kennedy pela perspectiva da sua mulher, Jacqueline Kennedy. O filme começa quando Jackie dá uma entrevista a um jornalista, na sua casa, algumas semanas depois da morte do marido e a ordem descrita dos acontecimentos segue a conversa entre ambos, não havendo uma narração dos acontecimentos por ordem cronológica. O retrato é muito mais emocional e psicológico e, por isso, a linha narrativa também se vai alterando consoante as memórias que Jackie vai revivendo.

 

Este é um retrato tão fiel quanto possível de Jackie e da sua vivência durante aqueles dias, do trauma de ter presenciado o assassinato do marido, da sua tristeza e da sua dor que, por vezes, tem de ser posta de lado para dar lugar a aspectos mais práticos e políticos - como é o caso do juramento de Lyndon Johnson no avião, no regresso de Dallas a Washington. Assistimos a esta perda monumental para Jackie, à preparação do funeral inspirado no funeral de Abraham Lincoln, ao controlo que ela consegue ter em público, mas também a momentos em que parece perdida e tão, mas tão sozinha. Foi o que mais senti, foi que ela era uma mulher sozinha a adaptar-se a esta nova situação: de viúva, de mãe que terá que educar os seus dois filhos sozinha, de ex-primeira dama dos Estados Unidos, de mulher num mundo governado por homens que tentaram impôr-se às suas vontades, mas também de alguém que luta para definir o legado do marido.

 

Eu adorei o filme. Eu gosto imenso de biopics, e gosto imenso da Natalie Portman, por isso já de si só estava com bastantes expectativas. Portman tem uma representação fantástica, perfeccionista, ao ponto de a própria actriz ter tido aulas para se conseguir aproximar ao máximo do sotaque e dos maneirismos de Jacquie, estudando entrevistas e vídeos que existem dela. Consta, ainda, que o filme foi praticamente feito com primeiros takes - um terço das cenas de Portman foram filmadas à primeira, e as restantes também não precisaram de muitos takes para ficarem no filme. Gostei imenso do retrato desta mulher que se manteve forte apesar de tudo, que mostra querer quebrar em alguns momentos, mas que consegue arranjar forma de se manter de pé. Mostra uma mulher com uma complexidade e intensidade emocional incrível perante um momento tão doloroso e inesperado como o que vive. O final é maravilhoso, há um crescendo emocional que nos leva lá, e as cenas, os diálogos, os actores, a banda sonora estão impecáveis. Não consigo mesmo apontar algo de que não tenha gostado. Fiquei com vontade de ler tudo sobre a Jacquie, mas isso sou eu que tenho a tendência para ficar um nadinha obcecada com personagens de quem gosto...

 

 

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Melancholia, de Lars Von Trier

por Diana M., em 25.02.17

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Filme: Melancholia

Realizador: Lars Von Trier

Ano: 2011

 

Andava para ver este filme praticamente desde que ele estreou e parece que ontem foi o dia! 

 

Melancholia conta-nos a história da relação entre duas irmãs, Justine e Claire, começando no dia do casamento de Justine e continuando nos dias a seguir. Ao mesmo tempo, acompanhamos a presença de um planeta, chamado Melancholia, que estava escondido atrás do sol e que se vai aproximando do planeta Terra. No entanto, para mim, a presença deste planeta é metafórica, simbolizando a presença de uma doença mental que se esconde e que, de repente, se revela, destabilizando a vida que conhecemos, ameaçando a nossa realidade. De facto, o realizador referiu que se inspirou num episódio depressivo que teve e, posteriormente, de ter conhecimento de que as pessoas depressivas permanecem mais calmas perante a possibilidade de um evento catastrófico.

 

Para mim, este filme fala-nos da depressão e da ansiedade, de como isso afecta quem sofre dessas doenças e quem lida com essas pessoas diariamente. É complicado, é difícil, ninguém sai ileso. Kirsten Dunst está irrepreensível a interpretar alguém com depressão, de como pode ser debilitante. Há cenas tão bem filmadas, a fotografia é belíssima, e a sensação de vazio, de distorção de tempo e de espaço tão bem passada para o espectador, a banda sonora encaixa que nem uma luva e as cenas iniciais, que a princípio parecem meio descabidas e sem sentido, vão-se encaixando e vão fazendo sentido na história que vai sendo contada.

 

É um filme pesado, em termos de carga emocional, não é um filme fácil e não irá apelar a toda a gente. Tem uma estética muito própria, mas eu adorei. Há várias referências artísticas (Breughel, Millais), literárias (Hamlet), musicais (Tristão e Isolda, de Wagner), e tudo isso adiciona profundidade à história, camadas que vão sendo descobertas pelo espectador. Eu adorei o filme. Penso que chega a ser catártico e quem já passou por estes momentos consegue relacionar-se melhor com as personagens e com a história. Gostei particularmente de Kirsten Dunst, das sequências iniciais do filme, da presença do planeta e do final do filme. Ficamos um bocado com a sensação de vazio, eu fiquei uns minutos a olhar para o ecrã sem saber o que fazer com aquilo que tinha acabado de ver, mas penso que essa foi a intenção do realizador, dada a temática que é explorada.

 

Em suma: primeiro filme visto este ano e muito bom, por sinal. Apesar de perceber que não irá apelar a toda a gente, recomendo vivamente, porque é um filme, no mínimo, visualmente belo.

 

 

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Balanço 2016 - Filmes

por Diana M., em 28.12.16

Pois que ainda estou viva!!

A verdade é que tempo é algo que cada vez tenho menos e, por isso, o blog tem andado abandonado. Mas, como estamos no final do ano, em jeito de balanço e para minha memória futura, vou deixar aqui alguns números, e não só, sobre 2016 quanto a livros, séries e filmes. Aqui fica o primeiro post deste balanço, sobre os filmes que vi durante este ano.

 

Este ano vi um total de 12 filmes. Julgava ter visto mais, sinceramente, mas pelos vistos foram só 12, que dá uma média de um por mês. Na sua maior parte foram filmes que estrearam este ano, mas incluí filmes que vi pela primeira vez também. Faltam aqui muitos filmes que queria ter visto, mas não vi, incluindo filmes que já estrearam noutros anos. Mas como o tempo não dá para tudo, fica a esperança de os conseguir ver durante o próximo ano.

Ficam, então, aqui os filmes que vi este ano:

 

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Predestination (2014) - Um filme de ficção científica sobre viagens no tempo e um detective que anda no encalço de um terrorista na esperança de o poder travar antes de ele efectuar um atentado. É claro que, num filme sobre viagens no tempo, nada é assim tão simples e nada é o que parece. Adorei o filme, é daqueles que chegamos ao fim e dizemos "o que raio acabei eu de ver?!"

 

Chappie (2015) - Um filme também de ficção científca com robôs e sobre a sua ligação com os humanos. Chappie é um robô adorável, com sentimentos e o filme joga, precisamente, com essa questão: serão os robôs capazes de ter consciência e de sentir?

 

Deadpool (2016) - Com o anti-herói da Marvel, Deadpool é um filme cheio de acção e super divertido, que explora e goza com todos os clichés dos super-heróis, com o fabuloso sentido de humor negro da personagem principal. A não perder!

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The Martian (2015) - Depois de ter lido o livro, no ano passado, este ano vi, finalmente, o filme. Achei o Matt Damon perfeito no papel de Mark Watney e achei o filme super fiel ao livro. Mais um filme de ficção científica que lida com o fascínio que temos pelo espaço e por tentar criar um sistema que permita sustentar a vida humana em Marte.

 

Batman vs. Superman: Dawn of Justice (2016) - Eu adoro o Batman, é o meu herói favorito de sempre. A-DO-RO. Menos aqui. O meu Batman será, para sempre, o Christian Bale, e o Christopher Nolan fez três filmes fantásticos do Batman. Neste, parece que morre tudo um pouco e lembro-me de estar a penar no cinema, até, mais ou menos, aos 45 minutos finais, onde entra a Wonder Woman, que salva tudo e é fabulosa.

 

Maleficent (2014) - Neste filme conta-se a história de Maléfica, a "bruxa má" da Bela Adormecida. Vemos o seu percurso antes de se tornar numa das maiores vilãs da Disney, o porquê da sua transformação e o que advém dela. Também gostei bastante, porque se tenta justificar a malvadez da personagem, mostrando um outro lado que ninguém conhecia e que há sempre hipóteses de redenção.

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Suicide Squad (2016) - Este filme é uma lufada de ar fresco no que toca aos filmes de super-heróis. Para salvar a humanidade de um mal maior, vão-se buscar os piores vilões de sempre, que não têm nada a perder... É uma premissa bastante interessante, que nos presenteia com momentos tão bons e personagens deliciosas como a Harley Quinn e o Deadshot, os meus preferidos. E vamos não falar da banda sonora...

 

Miss Peregrine's Home for Peculiar Children (2016) - Adaptação do livro com o mesmo nome pela parte de Tim Burton. Depois de ter lido o livro fui ver o filme. Gostei do filme, apesar de haver bastantes diferenças, principalmente no final que é completamente diferente do final do livro.

 

Macbeth (2015) - Esta trata-se de uma das minhas peças favoritas de Shakespeare e não tinha como eu não ver este filme, ainda por cima com Michael Fassbender e a Marillon Cotillard. Adorei o filme, achei que os dois estão perfeitos nos seus papéis, e adorei a aura agoirenta que permeia praticamente todas as cenas do filme. Aconselhado a quem gosta de Shakespeare.

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Amy (2015) - Este é um documentário sobre a vida de Amy Winehouse, sobre tudo aquilo que fez dela o que ela era e que levou, de forma inevitável, à sua queda. É uma história triste e trágica, sobre alguém que precisava de ajuda que nunca teve. Um talento que se perdeu e uma vida que se extinguiu de uma forma estúpida, e um documentário que deixa, precisamente, esse sentimento.

 

Ex-Machina (2015) - Mais um filme de ficção científca sobre humanos e robôs, sobre a capacidade das máquinas igualarem os humanos não só na parte física, mas também na parte mental e emocional. Gostei bastante, põe questões muito interessantes sobre o homem e a tecnologia.

 

Star Wars: Rogue One (2016) - Visto ontem, umas horas antes da terrível notícia da morte da Carrie Fisher. Gostei muito deste filme, de mais uma história no universo de Star Wars, que antecede a trilogia original dos episódios IV, V e VI. E aquele final ganha toda outra dimensão, que deixa qualquer pessoa de coração apertado.

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Filmes natalícios

por Diana M., em 14.12.15

Chega Dezembro e, com ele, o Natal e todo um conjunto de filmes que, para mim, estão associados a esta época e que gosto sempre de os rever. Seja porque têm um tema natalício, porque se passam durante esse período ou porque, durante anos, passavam na televisão repetidamente no dia de Natal.
Estes são os meus filmes favoritos para ver durante a época natalícia:

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Love Actually (O Amor Acontece) (2003)

Como não podia deixar de ser. Desde há uns anos, não passo um Natal sem ver este filme. Adoro as várias histórias que nos são apresentadas, os actores, o facto de se passar, ora pois, no Natal, e pelo tema central que une todas as linhas narrativas: o amor. É um filme delicioso, engraçado e amoroso. Vejam!

 

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The Holiday (O Amor Não Tira Férias) (2006)

Mais um cuja temática principal é o amor, o sentimento que une todas as pessoas independentemente da idade, nacionalidade, género, raça, etc. Todos queremos amar e ser amados e este é mais um film sobre o amor. Amanda (Cameron Díaz), que vive em Los Angeles, e Iris (Kate Winslet), que vive nos arredores de Londres, decidem trocar de casa durante duas semanas e é através dessa troca que descobrem o amor - durante a época natalícia também. Adoro os actores, as paisagens inglesas, as histórias de ambas e os momentos de humor. E o facto de Iris ser tão eu.

 

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E.T. (1982)

Como não? Este, para mim, é O filme natalício por excelência, que dava praticamente quase todos os natais antes de ser ultrapassado pelo Sozinho em Casa. Adoro este filme, acho que ainda hoje choro, e é um clássico do cinema. Durante anos quis um E.T. para mim...

 

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The Polar Express (O Expresso Polar) (2004)

Um filme de animação com uma história deliciosa sobre o significado do Natal. Uma aventura mágica onde os protagonistas são crianças que, durante a viagem no comboio expresso, aprendem lições valiosas sobre a amizade, a coragem e o espírito do Natal. É fantástico.

 

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Edward Scissor-Hands (Eduardo Mãos de Tesoura) (1990)

Olhem, vou já começar a chorar. É, talvez, o meu filme favorito do Tim Burton e do Johnny Depp. É de uma sensibilidade enorme, com uma estética muito própria, quem já viu os filmes do Tim Burton já sabe do que falo, e com uma história, de certa forma, trágica. É um filme muito bonito, com uma banda-sonora fantástica e com uma história inesquecível.

 

Aqui ficam as minhas sugestões cinematográficas para a quadra natalícia. Quais são as vossas?

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Estreias que quero ver

por Diana M., em 18.09.15

Eu sou uma acumuladora. Acumulo livros por ler, filmes para ver, séries para pôr em dia... E hoje lembrei-me de falar de filmes que aí vêm e que quero muito, muito ir ver. Aqui ficam os filmes que quero ver e que vão estrear até ao fim do ano.

 

Macbeth

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Este não tem data de estreia para terras lusas, mas estreia a 2 de Outubro no Reino Unido. Conta com Michael Fassbender como Macbeth e Marion Cottilard como Lady Macbeth. Este filme tresanda a óscares e fiquei com expectativas muito altas depois de ver os trailers. Acho que passa muito bem a atmosfera sobrenatural, a intriga e a ambição das personagens. Adoro esta peça de Shakespeare e quero muito ver como está a sua adaptação para o cinema, ainda por cima com tão portentosas actuações. Trailer aqui.

 

Perdido em Marte (The Martian)

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Depois de ter lido o livro de Andy Weir, em Junho, e de ter adorado, é claro que fiquei com imensa vontade de ver o filme. Também através do trailer achei que o Matt Damon encaixa muito bem no papel de Mark Watney. Com realização de Riddley Scott, tem data de estreia para cá dia 1 de Outubro, e o trailer fica aqui

 

A Colina Vermelha (Crimson Peak)

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Aqui temos um filme de horror, com uma estética muito gótica, de Guillermo del Toro, com Tom Hiddleston, Mia Wasikowska e Jessica Chastain. Mesmo apropriado para o mês de Outubro, o mês do Halloween. Estreia a 22 de Outubro e parece ser um filme mesmo à minha medida. Adorei tudo o que está no trailer, só tenho receio que seja daqueles trailers que são melhores que o filme. Mas vamos confiar! Trailer aqui.

 

As Sufragistas (Suffragette)

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Gosto muito deste período histórico e gosto muito da história e da luta das sufragistas. Já li algumas coisas, já vi outros filmes sobre a luta pelos direitos das mulheres (recomendo Iron Jawed Angels) e gosto mesmo muito. É muito fácil tomar certas coisas como garantidas e esquecermo-nos daquilo que outras fizeram para que nós tenhamos aquilo que temos hoje. O direito ao voto é uma delas. Estreia a 5 de Novembro e conta com as três excelentes actrizes que estão no cartaz. O trailer está aqui

 

Star Wars: O Despertar da Força (Star Wars: The Force Awakens)

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Confesso que tenho medo. Muito medo. Porque pode vir a ser uma coisa fantabulástica ou algo muito mau. Vamos todos dar as mãos e pensar que é a primeira hipótese, sim? Será o filme do natal, estreia por cá a 17 de Dezembro e estou a tentar não ter grandes expectativas para isto, se bem que o trailer é awesome! Até me dá arrepios. *fangirla um bocadinho* Ora vejam lá.

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Senna

por Diana M., em 02.05.15

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Nunca prestei grande atenção à Formula 1. Nunca fui fã, nunca vi com atenção, embora me lembre perfeitamente de, aos fins-de-semana, à hora de almoço, a televisão estar sempre ligada na RTP1 para ver a Fórmula 1. Isto no início e meados dos anos 90, devia eu ter à volta dos 8 ou 9 anos. Lembro-me do nome de Ayrton Senna, Alain Prost e Nikki Lauda ecoarem cá por casa, porque os meus pais gostavam de ver a Fórmula 1 e acompanhavam-na de forma regular. Na altura queria era brincar, não ligava ainda a nada de especial a não ser a música. Ainda hoje dizem que sou uma enciclopédia musical ambulante... Mas isso é outra coisa. Hoje falemos de Fórmula 1.

 

Apanhei um documentário na televisão que depois gravei, porque estava a dar demasiado tarde, sobre Ayrton Senna, intitulado Senna (2010). Mesmo para quem não acompanha ou acompanhou F1 o nome de Ayrton Senna ressoa. Sabe-se quem foi e o que lhe aconteceu, foi um evento marcante e foi, segundo o documentário, a última morte nas pistas de corrida. É horrível ter que acontecer tragédias para que se faça alguma coisa, seja no campo do desporto, segurança no trabalho, nas condições das estradas, o que seja.

 

O documentário retrata o precurso profissional de Senna, desde piloto de carts até ao dia da sua morte, no Grande Prémio de San Marino em 1994. Foi a primeira vez que o vi e gostei muito. Traça muito bem o percurso profissional dele, as lutas contra politiquices e questões ligadas ao dinheiro dentro da F1, um pouco da sua vida pessoal e a eterna rivalidade entre ele e Prost. Acho que as imagens estão muito bem reunidas, as entrevistas bem escolhidas, os testemunhos bem recolhidos, e tudo dá uma imagem bastante completa do que era a vida de Senna na altura. Das suas vitórias e alegrias, derrotas e frustrações, até às dúvidas e inseguranças naquela última corrida. Gostei muito deste documentário, porque me fez conhecer um pouco mais desta figura incontornável da Fórmula 1 e da cultura brasileira, e de viver um pouco do que a F1 era naqueles anos 80 e 90. Pelo que percebi, e corrijam-me se estiver errada, a F1 perdeu um pouco do seu encanto depois da morte de Senna, deixou de cativar a tantas pessoas depois daquele acontecimento horrível. Claro que depois dele vieram outros grandes campeões: Schumacher, Häkkinen, Alonso, Vettel, Button e Hamilton. Mas a intensidade e genialidade de Senna era única e isso foi algo que, creio, ainda não se recuperou.

 

Por isso, fica aqui uma recomendação para quem tiver curiosidade sobre a vida de Senna. Um vislumbre daquilo que ele era como pessoa, humilde, crente em Deus, sempre tentanto superar-se a si próprio, imensamente competitivo, daquilo que ele era enquanto piloto profissional, daquilo que alcançou e do seu legado. Com imagens da época, com testemunhos de quem trabalhava com ele e de quem trabalhava na área da Fórmula 1, penso que tudo está muito bem construído. E mesmo sabendo o que lhe acontece e quando acontece, as imagens do seu acidente continuam a ser fortes e devastadoras. Há quase uma necessidade de silêncio depois daquilo.

 

Passam 21 anos da sua morte e Senna continua a ser um marco incontornável.

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Clássicos do cinema de terror

por Diana M., em 11.04.15
Ultimamente tenho estado a fazer um trabalho sobre o filme Rebecca, de Alfred Hitchcock, datado de 1940. Como o filme tem elementos do gótico, na minha pesquisa tenho-me deparado com referências a filmes dentro do género, mais antigos ou mais recentes, e sobre os quais tenho imensa curiosidade em ver. Posso dizer que dentro desse género, e associado ao terror/horror, já vi alguns clássicos como Frankenstein (1931) do James Whale, Bram Stoker's Dracula (1992) do Francis Ford Coppola, e o Mary Shelley's Frankenstein (1994) do Kenneth Branagh. 

Porém, na minha pesquisa deparei-me com uns tantos clássicos que ainda não vi e que tenho muita curiosidade. São eles: Dracula (1931) de Tod Browning, Nosferatu (1922) de F. W. Murnau e O Gabinete do Dr. Caligari (1920) de Robert Wiene. Todos filmes do início do século XX, todos com um ambiente muuuito sinistro (a figura do Conde Orlok é, aliás, icónica até para quem não viu o filme), e com a excepção do Dracula, os outros fazem parte do expressionismo alemão no cinema e são, por isso, filmes com uma estética muito marcada, mas de que gosto muito.
Vou tentar ver estes filmes nos tempos mais próximos e tenho a certeza de que vou ter pesadelos com o Conde Orlok. De. Certeza.


Um dia faço uma lista dos filmes deste género que vi e de que mais gostei.

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Gravity

por Diana M., em 23.02.14

Vi este filme há umas semanas atrás e, de todos, é o que estava há mais tempo para ver, uma vez que ainda pensei em ir vê-lo ao cinema, mas depois não pude. Ora, o que dizer?

Primeiro de tudo, adorei os momentos de tensão do filme. E quando digo "tensão" quero dizer "estar a ver o filme com a respiração contida e o corpo todo contraído de tanta tensão que o filme transmite". É mesmo isto. Um filme passado no espaço, no desconhecido, em que há imensas coisas que correm mal à personagem da Sandra Bullock, onde sabemos que se alguém se perde lá é o fim de tudo, e onde a banda sonora é chave para momentos determinantes da narrativa. Gostei imenso do filme e só me arrependo de não ter conseguido ir ao cinema ver o filme, porque acredito que iria ter um impacto muito maior. 

Achei fantástica a ideia do filme e a metáfora do nascimento/renascimento da personagem da Sandra Bullock (já perceberam que eu não me lembro do nome dela...). A banda sonora é de morrer e acho um justo nomeado aos Oscars, embora o meu preferido continue a ser o 12 Years a Slave.

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Her

por Diana M., em 03.02.14

Ontem consegui ver este Her, de Spike Jonze. Está nomeado para os Oscars, uma das nomeações é a de melhor filme e, sem saber nada sobre ele, a não ser que era com o Joaquin Phoenix, fui vê-lo. Olhei para o poster do filme e pensei "surpreende-me".

Deixem-me que vos diga que o Joaquin Phoenix é um dos meus actores preferidos. Há alguns filmes que ainda não vi dele (mas porquê, preguiça... porquêêê??) mas já vi uns quantos para considerá-lo um dos melhores actores da sua geração (não que a minha opinião conte para alguma coisa, mas quero lá saber). Ainda não vi uma única prestação dele de que não gostasse. Adoro a intensidade dele e a forma como se entrega a cada personagem.

E o que dizer deste filme? Adorei. Belíssimo. Desde a originalidade da história - simplificando muito é, basicamente, a história de um homem que se apaixona por um computador - à banda sonora (oh meu deus, eu quero aquela banda sonora!!), à emoção que consegue transmitir... Ficamos mesmo com a noção de que é perfeitamente plausível apaixonar-se por um computador. Especialmente se ele tiver a voz da Scarlett Johannson. E eu sou uma gaja.

O filme é inteligente e penso que acaba por reflectir sobre o poder que a tecnologia tem nas nossas vidas, o quanto ela interfere nas nossas relações e na ideia que temos sobre elas. Essa tecnologia que, ao mesmo tempo que nos afasta das pessoas reais, acaba por aproximar-nos delas. É um filme simples, até um pouco melancólico, sentimental, com meia dúzia de actores, mas que toca num tema universal: o amor. E todos entendem as alegrias e tristezas que dele advêm. E sobre o amor vem uma frase da personagem da Amy Adams, que adorei: 
"I think anybody who falls in love is a freak. It's a crazy thing to do. It's kind of like a form of socially acceptable insanity."

Recomendo, definitivamente, e penso que merece a nomeação ao Oscar.

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Dallas Buyers Club

por Diana M., em 31.01.14


Acabei de ver este filme no âmbito da minha "maratona" dos Oscars deste ano. De todos, este era o filme sobre o qual eu tinha mais curiosidade, por saber das transformações físicas drásticas de dois dos actores deste filme: Matthew McConaughey e Jared Leto. Estão praticamente irreconhecíveis.

Este filme é baseado na história de Ron Woodroof que é diagnosticado com o vírus HIV, em 1986 e confrontado com uma sentença de morte: dão-lhe 30 dias de vida. Porém, Woodroof acaba por tentar perceber melhor a doença, os medicamentos disponíveis e a sua vida gira à volta de uma batalha contra a indústria farmacêutica e a procura de tratamentos alternativos para combater a doença. O Dallas Buyers Club é uma espécie de clube onde Woodroof acaba por vender esses medicamentos a outros pacientes.

Não sou nenhuma crítica de cinema e não ambiciono a tal, mas tenho cérebro suficiente para conseguir construir uma opinião. Gostei bastante deste filme pelo tema em que se foca e pelas prestações fantásticas dos actores que já mencionei. Além disso, gostei do olhar sobre a polémica e toda a luta de poder das indústrias farmacêuticas sobre os medicamentos que realmente curam e que não são vendidos pela indústria. Acho que é um tema bastante pertinente e que continua actual.

McConaughey e Leto estão fenomenais, na minha opinião, e foram aos extremos para interpretar os seus papéis. Formam um par bastante peculiar, bastante diferente mas que acaba por se manter unido por causa da doença em comum. Em suma, penso que a nomeação para o Oscar de melhor filme é justíssima, tal como a nomeação dos seus actores. O filme prende, desde o início, e conseguiu-me pôr a pensar em todas aquelas pessoas com doenças graves e que se vêm dependentes deste tipo de jogo de poder para conseguirem medicamentos que as curem e que tornem as suas vidas um pouco melhores.

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