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chris-cornell.jpg

A morte de Chris Cornell afectou-me. Mais do que eu esperava, embora não a esperasse tão depressa. Chris Cornell era vocalista de uma banda que marcou a minha adolescência, os Soundgarden e de outra, anos mais tarde, com os membros que restavam dos Rage Against the Machine, com os quais formou os Audioslave. Teve, ainda, vários álbuns a solo e um enquanto membro dos Temple of the Dog, com membros dos Pearl Jam. O talento de Cornell era inegável. A sua voz era única e as suas músicas irão para sempre povoar as minhas memórias e, provavelmente, momentos que ainda estão para vir. Porque há bandas, músicos e canções que nunca morrem e que resistem ao teste dos tempos.

 

Mas não é do talento dele que quero falar. A morte dele chocou-me por ser inesperada e, mais tarde, por saber que se suicidou. Para mim, a morte de Cornell é a morte de um amigo com o qual me relacionava através da música, com o qual passei momentos marcantes, que me compreendia tão bem, tal como eu a ele, e que não sobreviveu a uma doença tão cruel da qual sofro também. É um amigo que, a dado momento, se sentiu perdido, sozinho e num desespero tal que achou que a morte seria a sua única solução. E confesso que a morte dele, tal como todas as mortes por suicídio, me fazem questionar, "podia ser eu". Porque podia. Não sou mais forte nem mais fraca do que ninguém. Tenho uma doença mental e sei que estou mais vulnerável a este tipo de coisas. Apesar de estar a passar uma fase boa da minha vida, a ansiedade está lá sempre. Sempre. Mas quem tem ansiedade e consegue "funcionar bem" em sociedade acaba por saber como a pode esconder para que ninguém note. Somos mestres nisso e, por isso mesmo, muitas vezes se ouve "mas parecia uma pessoa tão composta, estava tudo tão bem...". E a depressão anda lá perto, à espera do momento certo para esgravatar as feridas que já estão saradas, e que deixaram cicatrizes. E que nunca nos deixam esquecer.

 

Enquanto se continuar a sofrer em silêncio por causa de pensamentos que não queremos ter, mas que também não controlamos, continuará a haver mortes. Enquanto não se perceber, de uma vez por todas, que a depressão e a ansiedade são DOENÇAS, não se vai chegar longe e as pessoas vão continuar a sentir vergonha, culpa, medo de serem julgadas por algo que não controlam. Enquanto não se perceber que estas pessoas não vêm e não sentem a realidade da mesma forma que a maioria, continuará a haver exclusão. Enquanto a sociedade não deixar de ver a doença mental como tabu, o estigma irá persistir para quem sofre, como se os culpados fossemos nós. Enquanto houver pessoas que acham que a depressão é, como ouvi há dias, "calanzisse aguda", e que a ansiedade é "falta do que fazer", não crescemos e não evoluímos como ser humanos. Não nos tornamos melhores. Só mais desligados dos outros e das emoções.

 

Todos conhecemos alguém que sofre de depressão ou ansiedade, não tenho dúvidas nenhumas. Garanto-vos que por detrás de um sorriso, de uma vida social cheia, de um trabalho de sucesso, de uma tarde passada a contar anedotas, de uma saída para dançar num sábado à noite, pode estar uma pessoa que sofre de ansiedade e depressão.

 

Chris Cornell será sempre um amigo meu que perdeu a batalha para uma doença silenciosa, mas que grita dentro de nós até sentirmos vontade de nos virar do avesso para calar aquele grito. Celebrarei sempre a sua música, a sua voz, a sua poesia e as memórias que me deram. Porque Chris Cornell torna-se imortal também e é assim que continuará a viver, para mim. 

 

 

"Close your eyes and bow your head
I need a little sympathy
Cause fear is strong and love's for everyone
Who isn't me
So kill your health and kill yourself
And kill everything you love
And if you live you can fall to pieces
And suffer with my ghost
Just a burden in my hand
Just an anchor on my heart
Just a tumor in my head
And I'm in the dark"

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Queen

por Diana M., em 10.04.17

O que se ouve a seguir à Bohemian Rhapsody, dos Queen?

Nada.

Não há nenhuma música que consiga ser melhor do que aquela.

Por isso, não ouço nada.

 

Freddie.png

 

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Disturbed

por Diana M., em 16.06.16

Porque, apesar de não ser das minhas bandas favoritas, de vez em quando lá vou ouvindo um álbum ou outro. Neste momento têm uma música na berra, uma versão da "Sound of Silence", dos Simon and Garfunkel, mas ultimamente têm-me vindo muito à cabeça este "Prayer", do álbum Believe (2002), que ainda me faz tanto sentido. É, talvez, o meu álbum preferido dos Disturbed. Aqui vai:

 

 

 Another dream that will never come true

Just to compliment your sorrow
Another life that I've taken from you
A gift to add on to your pain and suffering
Another truth you can never believe
Has crippled you completely
All the cries you're beginning to hear
Trapped in your mind, and the sound is deafening

 

Let me enlighten you
This is the way I pray

 

Living just isn't hard enough
Burn me alive, inside
Living my life's not hard enough
Take everything away

 

Another nightmare about to come true
Will manifest tomorrow
Another love that I've taken from you
Lost in time, on the edge of suffering
Another taste of the evil I breed
Will level you completely
Bring to life everything that you fear
Live in the dark, and the world is threatening

Let me enlighten you

This is the way i pray

 

Return to me, return to me, return to me, turn to me, leave me no one
Turn to me, return to me, return to me, turn to me, cast aside
Return to me, return to me, return to me, turn to me, leave me no one
Turn to me, return to me, return to me, you've made me turn away

 

Living just isn't hard enough
Burn me alive, inside
Living my life's not hard enough,
They take everything from you

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Vício musical novo

por Diana M., em 11.05.16

Estou viciada nisto, agora.

 

"Where are you now?
Another dream
The monster's running wild inside of me
I'm faded" 

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Coisas da vida

por Diana M., em 08.02.16

Um momento de silêncio pelo facto de os Machine Head irem actuar no Coliseu de Lisboa, hoje à noite (daqui a sensivelmente pouco mais do que uma hora) e eu não ter podido ir. É só uma das minhas bandas preferidas de todó sempre. Vai ser um concerto tão awesome, e eu aqui...

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 Vou chorar.

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Blackstar

por Diana M., em 13.01.16

Blackstar_album_cover.jpg

Tem estado em loop. O raio do álbum é mesmo bom.

Este tipo de gente não morre, é imortal.

 

Obrigado David. E até sempre.

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As coisas que me passam pela cabeça

por Diana M., em 30.12.15

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Gosto de algum hip-hop e rap, mas não sou fã. A primeira vez que vi a Nicki Minaj num vídeo pensei: "mais uma sem nada na cabeça, só mamas e rabo". Depois veio o vídeo e a música "Anaconda" que só reforçou ainda mais o meu pensamento. Mas depois pus a massa cinzenta a trabalhar a sério.

"Anaconda" parte de um sample de uma música chamada "Baby Got Back" do Sir Mix-a-Lot, cuja canção original começa com o poético verso: "I like big butts and I cannot lie". Ou seja: uma ode de um homem aos rabos das mulheres. E é só isto. Ora, se a música foi aceite e é tida, hoje, como um hino do hip-hop aos rabos grandes das gajas, porque raio uma gaja não pode fazer uma ode ao seu próprio rabo e ao sexo sem ser vista como uma vaca? Se é um homem a falar de sexo, de gajas boas e de as comer de todas as formas e feitios, está tudo bem. Mas valha-nos Deus uma gaja falar das mesmas coisas e nos mesmos termos!

Podem olhar para o vídeo e pensar que é sexista, que objectifica a mulher e que isso ainda é pior quando feito por uma mulher, que a Nicki Minaj é mais uma a ter uma imagem hipersexualizada e a servir-se disso para ter sucesso na música. Mas pensem melhor: numa época em que se fala tanto da mulher assumir a sua independência, a sua sexualidade, a ter poder sobre as escolhas que faz sobre o seu corpo... Faz sentido estarmos a condenar a Minaj? A imagem forte e agressiva são escolhas conscientes da parte dela. Quem se está a rir disto tudo é ela.

Deixemos a Nicki fazer músicas sobre o seu rabo, sobre as suas mamas, sobre andar a montar os gajos que quiser, sobre o seu poder e estatuto enquanto mulher no mundo do rap, maioritariamente masculino e machista. Nicki Minaj é uma feminista e ainda pouca gente percebeu isso. É mais fácil vê-la como uma vaca, que assim a ameaça é menor.

Confesso que começo a gostar da Nicki. 

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Gosto

por Diana M., em 20.11.15

Olhem, gosto. 

 

 

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The Islander

por Diana M., em 24.08.15

Deu saudades...

 

 

An old man by a sea shore at the end of day

Gazes the horizon with sea winds in his face.
Tempest-tossed island, seasons all the same.
Anchorage unpainted and a ship without a name.

 

Sea without a shore for the vanished one unheard
He lightens the beacon, light at the end of world.
Showing the way, lighting hope in their hearts,
The ones and their travels homeward from afar.

 

This is for long-forgotten light at the end of the world.
Horizon's crying the tears he left behind long ago.

 

The albatross is flying, making him daydream
The time before he became - one of the world`s unseen
Princess in the tower, children in the fields -
Life gave him it all: an island of the universe.

 

Now his love`s a memory, a ghost in the fog.
He sets the sails one last time saying farewell to the world.
Anchor to the water, seabed far below,
Grass still in his feet and a smile beneath his brow.

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Kygo

por Diana M., em 16.08.15

Se isto não é música de verão, não sei o que seja...

 

 

Our hearts are like firestones

And when they strike, we feel the love

Sparks will fly, they ignite our bones

But when they strike, we light up the world

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